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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Impasse sobre merenda escolar é solucionado

A estudante de 11 anos, Aline Oliveira criticou o FNDE
Após enfrentarem um período de quase 30 dias de dificuldades no fornecimento da merenda escolar, a direção da Escola Estadual de Ensino Médio e Fundamental Maria do Carmo Rabelo começou a respirar aliviada nesta semana, porque a Seduc conseguiu ganhar a ação no STF, obrigando o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a liberar o dinheiro da merenda, retido após supostas irregularidades na prestação de contas de 2001 e 2002.
De acordo com o Diretor da escola, Juscelino Gomes, este foi um dos períodos mais tensos já enfrentados pela instituição, uma vez que estava diretamente ligado ao bem estar dos alunos. “Foi difícil, mas já está passando, tivemos que nos desdobrar para não deixar faltar merenda, principalmente às crianças, mas mesmo assim passamos por dias em que isso ocorreu; o nosso estoque praticamente zerou”, declarou o diretor, com mais de 20 anos de experiência com escolas.
Na ultima sexta-feira, o diretor mostrou ao Diário da Amazônia como ficou a dispensa onde os alimentos ficavam armazenados, recordando alguns episódios lamentáveis testemunhados por sua equipe. “Sabíamos que se fornecêssemos a merenda todos os dias estaríamos hoje com o estoque absolutamente vazio, então tivemos que fazer um racionamento, alternando os dias fornecimento; mesmo assim houve dias em que a equipe da cozinha presenciou crianças chorando de fome e sem nenhuma condição de poder comprar um lanche na cantina, algo lamentável”, relembra Juscelino.
O representante de ensino do município, Raimundo Rufino, também acompanhou a situação da escola, assim como de outras que enfrentaram problemas parecidos em sua jurisdição, e informou que em 18 de agosto o Supremo Tribunal Federal (STF) havia determinado o repasse dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ao Estado de Rondônia para a compra de merenda escolar, decisão que o FNDE só veio a cumprir no ultimo dia 02.
Para a estudante da 5ª série do ensino fundamental, Aline Oliveira Scapim, de 11 anos de idade, o que o FNDE fez foi um desrespeito com o ser humano. “Falam tanto da importância da educação, mas o que fizeram com a gente foi um absurdo. Como toda criança, temos o direito de receber uma educação de qualidade e condições para estudar, como o fornecimento da merenda; nossos pais pagam impostos para podermos receber em assistência”, desabafa a pequena Aline, demonstrando segurança em sua conclusão.
Conforme foi divulgado na tarde do ultimo dia 02 no site da Seduc, cerca de R$5,5 milhões começará a ser repassadas às escolas da rede estadual de ensino a partir desta segunda-feira, referente parcelas de junho, julho e agosto. Segundo o secretário estadual de educação, Júlio Olivar, seria desumano prejudicar mais de 235 mil alunos por erros de gestões anteriores, penalizando ainda o atual governo.
Fabiana Cortez/ Diário da Amazônia/ Rolim de Moura

1 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pela matéria....
Juscelino Gomes de Miranda

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