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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Padrasto é acusado de engravidar enteada de 11 anos

Um comerciante de Rolim de Moura, de 29 anos, foi preso na noite da ultima quarta-feira acusado de abusar sexualmente a enteada de apenas 11 anos de idade. O fato foi desvendado na Delegacia da Mulher após descobrirem que a menor estava grávida de sete meses. As relações eram mantidas há três anos.
As investigações foram iniciadas após a menor, que apresentava dores de garganta, procurar o Hospital Municipal Amélio João da Silva com sua mãe, sendo observada por um clínico geral uma saliência na barriga ainda da triagem; desconfiado de uma possível gestação, o médico solicitou um obstetra que confirmou a gravidez da criança.
Encaminhada para uma entrevista médica, por se tratar de uma menor de idade, a menina e a mãe se calaram pelas circunstancias, não respondendo qualquer questionamento sobre a gravidez, levando a equipe médica a acionar o Conselho Tutelar, que compareceu à residência da vítima.
De acordo com a conselheira Tutelar plantonista, Elza Lisboa, desde o primeiro contato com a menor e sua genitora foi possível compreender que se tratava de um delito, haja vista que as duas se postavam bastante apreensivas. “Chamei a mãe dela para conversar e ela apresentava certo nervosismo, mas revelou que tinha ciência acerca da gravidez da filha, então decidimos encaminhá-las à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher – DEAM”, declarou Elza.
A delegada Ilcemara Sesquim é quem acompanhou o caso e no mesmo instante ouviu a menor de idade, sua mãe e o acusado.   Em conversa com o Diário, a delegada descreveu a dificuldade no diálogo com a mãe e a filha, que se negavam em tratar do assunto. “A garota não revelava quem era o pai da criança e nem quando constatou a gravidez, linha seguida pela mãe. Depois de duas horas de conversa é que a menina decidiu revelar que era molestada sexualmente pelo padrasto desde os nove anos de idade. Assim que confessado acionamos a Polícia Civil, que localizou o acusado imediatamente, trazendo-o até a delegacia”, relata a delegada.
Para garantir sua prisão imediata, enquanto o acusado com as iniciais A.R.S. era interrogado, o mandado de prisão já estava sendo providenciado pelo Poder Judiciário que também agiu com presteza, garantindo que logo após o interrogatório o mesmo fosse conduzido à Casa de Detenção, ficando à disposição da Justiça até o julgamento. Segundo Ilcemara, a mãe da vítima declarou que desconfiava do abuso, mas por uma série de conflitos psicológicos tinha medo de denunciar, calando-se diante da situação por medo de impunidade.
Como a vítima se trata de uma criança, o Centro de Referencia Especializada de Ação Social (Creas) já foi acionado pela Delegacia para que mãe e vítima possam receber atendimento de saúde e psicológico até o fim da gestação da menina, uma vez que a gestação em crianças e pré-adolescentes é considerada de risco ao bem-estar de ambas.
Fabiana Cortez/ Diário da Amazônia/ Rolim de Moura

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