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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

CASO ABLA - FABIANO É CONDENADO A 30 ANOS DE PRISÃO



(Por Fabiana Cortez)

Após 10 horas de julgamento no Fórum Desembargador Leal Fagundes, em Vilhena, o réu Fabiano Cesar Vergutz, marido de Abla Ghassan  Rahal, acabou condenado pelo crime de homicídio (20 anos de reclusão) e estupro (10 anos de reclusão), totalizando 30 anos de prisão em regime fechado. O júri popular, formado por seis mulheres e um homem foi quem decidiu pela condenação do caminhoneiro.
No entendimento do júri, mesmo contando somente com a materialidade do crime, sem qualquer prova de autoria, não houve dúvidas de que Fabiano é quem teria assassinado sua companheira na madrugada do dia 27 de abril de 2013.
A tese seguida pelo promotor de justiça, João Paulo, representante do Ministério Público, órgão acusador, não havia dúvidas sobre o envolvimento de Fabiano no crime. Sustentando o registro de um desentendimento entre o casal na noite anterior ao homicídio. “Os dois tiveram uma briga na casa, motivada por ciúmes, onde Abla fez duras críticas acerca do comportamento de Fabiano dentro do relacionamento do casal. Ela afetou duramente o ego do companheiro, o que motivou Fabiano a matar sua mulher”, ressaltou o promotor por diversas vezes ao júri.
Em defesa do réu, o advogado particular, José Carlos, declarou a todo o tempo a falta de comprovação de autoria e envolvimento de Fabiano no crime, que nas perícias não encontrou nenhuma prova pericial que o condenasse. “A vítima, Abla, tinha envolvimento com o tráfico e drogas e por diversas vezes foi ameaçada de morte em consequência disso, motivo que levou o casal a se mudar de Porto Velho para Vilhena. Foi aproveitando a deixa da presença de Fabiano em Vilhena, que frequentemente dormia em outras cidades em virtude de ser caminhoneiro, que o ‘Tráfico’, com toda a sua robustez e crueldade, aproveitou para realizar a execução de forma que Fabiano se tornasse o principal suspeito pelo crime”, defendeu o advogado.
Outro ponto que favoreceu a decisão foi a contradição entre os horários citados por Fabiano em sua presença na casa. De acordo com seu testemunho, ele teria avistado Abla e a filha dormindo um pouco antes das 6h, porém, conforme a perícia Abla foi assassinada entre as 2h e 4h.
Em quebra de sigilo telefônico, foi divulgado ainda, mais de 70 contatos entre ligações e mensagens realizadas entre Abla e um fornecedor de droga dois dias antes do crime. O ultimo contato teria ocorrido via torpedo por volta da 1h30, momentos antes de morrer. “Na noite anterior, Abla ligou e conversou com o traficante, encomendando maconha para, de acordo com ela, o Fabiano. Ela ainda pediu que a droga fosse entregue na boleia do caminhão, onde o réu afirmou dormir após a discussão, mas o fornecedor se negou de ir até o caminhão e foi Abla quem recebeu a droga. Por volta da 1h30 ela teria enviado a ultima mensagem para o traficante, dizendo que estava tudo bem”, revelou João Paulo.
A tese apresentada pela acusação convenceu a mesa de júri, que por fim decidiu pela sentença do réu pelo crime de homicídio (20 anos) e também de estupro (10 anos), tendo em vista o abuso sexual sofrido pela vítima antes da morte.
O advogado de defesa do réu, já apresentou à Justiça o pedido de anulação do julgamento que condenou o caminhoneiro, contestando a sentença por não haver provas contra seu cliente. “Ele é inocente e vamos provar isso”, finalizou José Carlos.


Promotor João Paulo conversa com os familiares da vítima, Abla Rahal.

Irmã de Fabiano chora ao ouvir a sentença.

O promotor de Justiça, João Paulo foi quem apresentou as acusações contra o réu, Fabiano (aos fundos).

Fabiano ouve a sentença que o condena a 30 anos de prisão.


Após sentença, Fabiano ouve conselhos de seu advogado de defesa, José Carlos.

Familiares aguardam a leitura da sentença. À frente, o pai do réu. Aos fundos a família da vítima.

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