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sábado, 21 de abril de 2012

Aposta no tomate - Expectativa é grande para a comercialização do fruto

Por Fabiana Cortez
Com aproximadamente 13 mil habitantes, o município de Alto Alegre dos Parecis, a 531 quilômetros da capital, ainda mantém a agricultura como maior fonte de renda, 71% da população ainda vive na zona rural. Apesar de pequena, a cidade se destaca no Estado por sua produção agrícola, em especial o tomate, principal fonte de renda para cerca de 100 produtores da região.
Paulo Adriano foi um dos agricultores que se rendeu aos lucros do fruto. Depois de trabalhar por um tempo como prestador de serviço durante as safras de tomate, decidiu formar sua própria lavoura. A princípio cultivava o feijão, mas após cultivar o tomate, não mais parou. “É muito lucrativo, porque além de ser um plantio fácil, o fruto me rende pelo menos três safras ao ano, além de ocupar uma área pequena”, afirmou o agricultor, que arrendou um pequeno espaço de terra com outros colegas na Linha P-40 para cultivar 10 mil tomateiros, que segundo ele, vai lhe render mais de 200 caixas do fruto até outubro próximo.
Quem vive do tomate não reclama do ganho, ao contrário, mostra-se otimista com o crescimento da produção e comercialização em 2012. Conhecido na região como o ouro vermelho, o fruto está sendo bastante rentável, principalmente depois do fortalecimento dos produtores através da Cooperativa Agropecuária de Alto Alegre dos Parecis – Coopealta, conforme alegou o presidente da Cooperativa, Marcos Dummer Schimdt. “A união dos produtores facilitou a valorização no comércio e o faturamento de todos, pois acabou com os atravessadores e ampliou o mercado, atingindo grandes centros comerciais como Manaus, no Amazonas”, declarou.
Com mercado garantido o ano todo, parte da produção é absorvida no próprio Estado, mas 80% são enviados para Manaus. Os frutos são coletados da tomateira antes mesmo de ficarem vermelhos, o que segundo os agricultores é uma forma de não perderem os tomates durante o transporte até chegarem às mãos do consumidor final, em mercados e feiras livres. Alguns cultivam a céu aberto, formando fileiras com espaçamentos iguais, amarrados em hastes de madeira para resistir ao peso dos frutos e as alterações climáticas, como o vento. Outros cultivam em estufas, é o caso do agricultor Almerindo Plínio, que tem em sua estufa 2.600 tomateiras do tipo fascínio. A colheita, realizada pelas mãos dos sete irmãos e do restante da família iniciou na ultima quarta-feira (18) e até o final desta safra ele declarou que será possível retirar pelo menos 250 caixas de tomate, sendo que cada uma comporta uma média de 20 quilos de tomates.
As caixas também são fabricadas em Alto Alegre, por meio de uma parceria firmada entre o fabricante Cláudio Piva e a Cooperativa. A fabricação gira entorno de 180 a 200 caixotes por mês. Durante a temporada mais de 50 mil caixas são fabricadas, boa parte para atender a Cooperativa e a outra os demais produtores da região para o transporte de outras hortaliças. Nesse ciclo de fabricação de caixas e produção de tomate, a expectativa dos agricultores é a de superar a safra vendida no ano passado, quando 39 mil caixas foram comercializadas, o equivalente a 780 toneladas de tomates extraídos da região.

1 comentários:

etiodes fantecelle disse...

nao so alto alegre mas sao felipe oeste tanbem esta com alta produtividade ...

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